sábado, 27 de março de 2010

Um futuro incerto...

Gustavo Dudamel e Orquestra Jovem
Hoje pela manhã estava lendo algumas novidades sobre o mundo da música clássica e encontrei na coluna de João Luiz Sampaio algumas notícias interessantes que podem até ser um ótimo tópico para discussão e gostaria bastante saber a opinião de cada um dos meus queridos leitores.

A primeira notícia diz que em 2009, na Alemanha, a venda de discos clássicos teve um aumento de 10% em relação ao ano anterior e grande parte disso é devido ao crescente número de jovens da faixa etária de 10 a 29 anos que passaram a comprar cada vez mais discos clássicos.
A Alemanha sem dúvida sempre teve uma vasta tradição cultural no mundo da música clássica e, hoje em dia, pode até ser considerada como um paraíso para os amantes da música erudita. Grandes gênios da música como Bach, Beethoven, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Wagner e Hindemith eram alemães (e podemos ir mais longe se levarmos em conta os austríacos como Haydn, Mozart, Schubert, Schönberg, Berg, Webern). Atualmente, a Alemanha possui mais de 80 teatros de ópera e aproximadamente 140 orquestras profissionais (incluindo formações de câmara).

No Brasil, nos últimos anos, eu tenho visto cada vez mais diversas fundações e instituições que estão se esforçando para tentar aproximar a música clássica aos jovens de todas as classes sociais e também de pessoas que nem sempre tiveram a oportunidade de conhecer a riqueza que ela oferece. Sobre a França, ainda não posso dar minha opinião, mas com o pouco tempo que estou por aqui posso afirmar com convicção que tanto aqui, quanto na Alemanha, a herança cultural é muito forte e a "agenda musical" é sempre extremamente agitada.

Apesar de encontrar essa ótima notícia sobre a Alemanha, alguns minutos depois li também que em algumas cidades britânicas, as pessoas estão usando a música clássica de uma maneira um pouco "diferente" da convencional.

Na West Park School, por exemplo, o diretor faz com que os jovens que vão para a detenção sejam obrigados a ficar em uma sala ouvindo duas horas de obras de mozart.

Sinceramente, a idéia de representar a música clássica como uma forma de castigo é, no mínimo, repugnante. Porque não colocar nos corredores dos colégios, na saída das aulas ou até mesmo no refeitório e ambientes agradáveis? No Brasil, por exemplo, muitos cinemas colocaram música clássica antes dos filmes começarem (enquanto as pessoas entram na sala) e conheço muitos jovens que acabaram admitindo identificar-se com elas e passaram a ouvi-las em casa!

Nos trens das cidades de Tye e Wear (no norte da Inglaterra) foram postos alto falantes que tocam musica clássica durante quase todo o dia. Que iniciativa bonita né? Bom..não é bem assim. O ignorante representante da companhia de trens declarou que o motivo disso era fazer com que os jovens, que usavam a estação como ponto de encontro para beber, fumar e consumir drogas, fossem a outro lugar para se encontrar.

Enfim...esses são apenas alguns dos diversos comentários infelizes que algumas pessoas generalistas fazem sobre a música clássica e acabam saindo nos jornais e influenciando o ponto de vista de diversos jovens ingênuos que sentem-se inseguros e lamentavelmente preferem recusar-se a ouvir a música clássica devido ao medo de serem julgados pela sociedade.

A música erudita é uma arte sagrada que possui o poder de transcendência e não merece ser esteriotipada dessa maneira. Sempre devemos incentivar jovens e qualquer um que se interesse pela música erudita pois são em gestos simples e ações pequenas que podemos fazer a diferença.

Abraço a todos,

John Blanch
(Twitter / Formspring / Site / Email)

23 comentários:

  1. Tenho uma posição conformista com isso; porque a compreensão da arte é uma coisa que se constrói no desenvolvimento do ser humano. Quem acha que sabe tudo e não tem vontade de aprender, vai ficar estancado, nessa e em qualquer outra área.
    Esses dias conversei com um senhor que me falou que música sem letra não é música, é só som de fundo. Isso sem a menor intenção de ofender, por pura falta de conhecimento mesmo. Ele nem imagina que alguém possa pensar diferente.

    Felizmente agora o ensino de música é obrigatório nas escolas públicas, creio que isso pode melhorar muita coisa nesse sentido!

    Off: Eu e meus amigos com certeza pararíamos para beber em um lugar que tocasse música clássica... hehehe

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  2. hahahaha... a musica classica sobrevivera - sob a responsabilidade da elite intelectual. Nao adianta, ela nao se tornara popular entre os jovens, ainda mais na era da MTV.

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  3. Apreciei o teu blog. Tem uma excelente proposta.

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  4. Alexandre Maiorino29 de março de 2010 09:48

    Acredito que a música erudita só não é mais apreciada pelos jovens porque não lhes foram ensinados a apreciá-la. A música faz sim parte da intelectualidade do indivíduo assim como qualquer outra arte. A questão a meu ver é a falta de exposição, desde a infância e o incentivo dos pais. O Anônimo acima citou a MTV, mas para mim, só é influenciado pela mídia o jovem cujos pais não lhe dá a devida atenção e ao invés de passar horas produtivas com seu filho, o deixa na frente de uma TV com a ilusão que assim o garoto deixa os pais em paz. Se desde a infância os pais incentivassem e levassem seus filhos a concertos, museus, peças teatrais, incentivassem a leitura e aproveitassem mesmo que o pouco de tempo juntos com coisas produtivas e culturais garanto que a boa música seria atrativo para todos.
    Espero sinceramente que a obrigatoriedade de música nas escolas não se torne uma ode ao banal e que professores despreparados não venham com a conversa mole de ensinar música através da realidade do aluno. Se for assim ao invés de trazermos o aluno para a cultura iremos banalizá-la.

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  5. Bom, pode-se pensar também que as pessoas que você sitou estejam tentando fazer sim, sem perceber um uso adequado da música. Quanto aos trens, os jovens que são atraidos pelo novo estilo de música são pessoas que com certeza não vão incomodar os outros usuários se permanecerem mais tempo no local por causa dela. E se a intenção do diretor for uma medida sócio-educativa e não uma punição, pelo menos ele está na direção certa, só que do jeito errado, é preciso bem mais que isso para que a música possa ter um valor educativo! No geral acho que as pessoas mesmo bem intencionadas estão despreparadas para sues cargos! E concordo, tenho visto um renascimento do interesse pela boa música aqui no Brasil, fruto do trabalho de muitos abnegados e incansáveis heróis em sua divulgação.

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  6. cade um que goste do que quiser, mania de achar que pode dizer para os outros o que é bom

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  7. Eu acho que o bom gosto musical se constroi desde a infancia, mas nada impositivo. Sempre adorei musica classica e isto me faz trabalhar com uma orquestra hoje, mas minha filha que desde bebê sempre ouviu musica classica é hoje uma entusiasta, sabe muito mais do que eu sabia na idade dela.
    Acho que o ensino musical nas escolas é, sim, fundamental para que se aprenda a apreciar a boa musica seja ela clássica ou não, mas a casa, o berço, ajuda muito.

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  8. Música, assim como demais "itens" de qualidade são pra poucos.

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  9. Realmente, concordo com praticamente todos e meu comentario ressalta o acima rs.
    Eu que faço parte de um desses projetos de música clássica, vou explicar uma situação simples de entender :

    Ensino Gratuito pra poucos e interessados > alunos inteligentes e que tocam bem, sabem apreciar a música etc.

    Ensino FORÇADO e banalizado > alunos sem interesse algum.

    simples não ?
    No Brasil é assim, no lugar onde moro tem um amigo meu que é spalla de uma das 3 orquestras que estou (de alunos) ele ganhou um violino horrivel e de qualidade sonora péssima do PREFEITO da cidade como ''recompensa'' .
    Isso foi um resultado de anos de estudo, e a preocupação política o premiou com o que mais saberia fazer, gastar dinheiro com coisa podre.
    Sinceramente fico indignado com o Brasil, mas a música sempre vai sobreviver aqui, nem que eu seja o ultimo violinista do pais rs
    Então é o seguinte, sem esforço o aluno não vai longe, e com coisa de mão dada tb não.
    Nosso país tem 'sorte' nisso, em deixar a música classica algo raro de se ver nas ruas e em outros lugares porém ainda existe uma ignorancia eminente nisso rs.


    Rodolfo minhoto.

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  10. John, parabens pela iniciativa de abrir este debate....
    O pianista e regente "Daniel Barenboim" em seu livro "A música desperta o tempo" nos fala, entre outras coisas, sobre um comercial de uma marca de vasos sanitarios que deu o que falar na midia por terem usado a "Lacrimosa do Requiem de Mozart" como fundo musical. Muitos acharam um insulto, a repercussão foi tanta, que tiveram que trocar a música do comercial.
    Barenboim diz :
    "Usar fragmentos de grandes trabalhos musicais para penetrar a cultura popular(ou a falta dela) não é a solução para a crise da música classica. A acessibilidade não vem através do populismo e sim de um maior interesse, curiosidade e conhecimento.
    A educação musical deve começar desde muito cedo, para que possa se desenvolver organicamente, assim como acontece com a compreensão da linguagem falada."

    " cada vez mais en nossa sociedade criamos oportunidades de ouvir musica sem porém escutá-la, o que é comumente conhecido como MUSAK (musica de elevador etc..)
    O MUSAK não pode possibilitar uma experiencia musical completa, porque a musica exige silêncio e concentração total da parte do ouvinte."
    Concordo com ele no que diz respeito a ensinar música desde cedo.

    Como todos sabemos brincar é a principal atividade da vida das crianças, é assim que aprendem tudo sobre o mundo ao seu redor, aliviam angustias, gastam energia.
    A função da brincadeira é oferecer estímulos sonoros, táteis, visuais e emocionais aos pequenos. Estes estimulos desde a pre-escola, ouvir música clássica, folklorica, brincar de faz de conta, pular, pintar tudo isso vai se desenvolvendo organicamente como disse Barenboim, vai fazendo parte do individuo de forma natural.
    Nos Brasileiros não queremos que o governo nos dei o peixe na mão, queremos a vara para pescar. Queremos educação de qualidade para todas as classes sociais para que cada um tenha as ferramentas necessarias para escolher dignamente sua profissão seja ela artistica ou não....

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  11. Eu acredito que a música é o elemento mais importante da vida, a música que colori a vida, que expressa sentimentos inexplicáveis através das palavras, só que o gosto pela música para ser colocado nas pessoas tem que vir desde a infância, seja através de aulas de música em escolas particulares, conceitos musicais básicos nas escolas, ai que entram os pais, eles que devem incentivar o gosto pela música de seus filhos, uma pessoa com compromisso musical e paixão musical, tem a salvação para todos os seus problemas, quando a música te toca, qualquer música, pronto, os problemas resolvidos, isso pode salvar as pessoas dos caminhos errados, ou que levem a uma vida monótona e cotidiana, o que levam os jovens as drogas, e aos crimes que as drogas significam são resultado de uma vida sem uma paixão verdadeira, quem tem a música tem um vício superior, algo transcedental maior que a vida, inclassificável biolicamente, fisiologicamente, mentalmente.
    Como eu disse, as pessoas precisam aprender de música na infância, no início de tudo, quando a cabeça é uma terra fértil e virgem em que nada foi plantado, colocar aula de música no ensino médio é inútil, por que já era, eles não tem interesse, não tem mais curiosidade, acham que música só foi feita para embalar uma dança.

    Eu gosto de Rock, Jazz, Blues, Mùsica Clássica, acredito que o que comanda a absorção da música pelo ser humano é o descobrimento do seu sentido, a partir do momento que alguém descobre a música, o sentimento que ela pode te levar a ter, o mundo para onde ela quer te trazer, pronto, tu será capaz de ouvir qualquer coisa.

    Eu acho que isso que falta hoje, seria interessante por exemplo antes de um concerto o maestro falasse sobre a peça que irão executar.

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  12. eu acho que o problema está na nomeação errônea que se faz de música clássica, erudita. Esse nome soa chato, e muitos jovens concordam comigo. Acho que existe música boa e música ruim. O conceito de bom pode variar de maneira imensa, mas, no geral, a música é boa se a pessoa que a ouve aprecia. Mas aí entra em jogo o conhecimento musical da pessoa. Quem estuda música sabe o quão pobre pode chegar a ser um pagode, ou um punkrock, mas aqueles que não tem essas informações, e não possuem uma vida musical não tem a obrigação de saber o que é bom e o que é ruim. Até porque isso é um conceito de cada um. E essas mesmas pessoas tem todo o direito de aproveitar o que está no mundo para ser aproveitado!!!

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  13. Olá John...
    Que grata surpresa, encontrar seu blog; estou deveras maravilhado com seu conteúdo, percebe-se que possui um talento mui especial; amei tudo que voce escreveu, parabens e Deus te abençoe!
    Selpe

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  14. Aquele lance do diretor colocar MOZART como castigo para delinquentes...Sei não, mas me pareceu meio "Laranja Mecânica".
    Se bem que, no filme e no livro, o protagonista amava Beethoven, mas "usava-o" de forma pervertida.
    Quanto ao brasileiro médio, tem um vídeo muito engraçado no youtube:
    "Anti-Rebolation".
    Não é uma análise sociológica completa do perfil psicológico tupiniquim, mas é bem direto e objetivo em alguns pontos principais do "problema musical brasileiro".

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  15. Eu tenho 16 anos e bem, falaram sobre MTV ser um empecilho para jovens conhecerem a música erudita.
    Aos 10, eu era um pequeno menino que ouvia Evanescence e Avril Lavigne. Um belo dia acho na MTV a banda finlandesa Nightwish e adorei o som deles. Quis saber mais e descobri que a vocalista, Tarja Turunen, mesclava a técnica do canto lírico com o canto popular, naquela banda de metal.
    Comecei a ouvir as músicas deles, e daí fui procurando saber mais sobre o estilo de música que tornava aquela voz diferente. Comecei a ouvir algumas árias isoladas no Youtube e gostei do que ouvir. Daí para óperas inteiras, e concertos, e cantatas, foi um pulo.
    Hoje não assisto mais MTV porque isso realmente acabou (hoje em dia eles só passam rap, hip hop, músicas emos e outras que eu não gosto). Mas não posso negar que MTV teve algo a ver com meu gosto por Música Erudita, hoje.
    Acho que se os jovens fossem desalienados e aprendessem a gostar de uma coisa porque o som é agradável, ao invés de acompanhar tendências, teríamos muito mais fãs de Música Erudita. E aposto que umas coisinhas como Justin Bieber, Parangolé, Rihanna, Akon e etc. simplesmente desapareceriam... ou talvez nem nunca tivessem aparecido.

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  16. Um eventual distanciamento entre a juventude e a música erudita só se explica num contexto social e cultural determinado. O que eu quero dizer é que o relacionamento de um ser humano com a música, de modo geral, está condicionado pela existência de cada um no tempo e no espaço. Com os jovens não é diferente.
    Ora, certamente concordamos que esse fenômeno complexo que chamamos música vai além do simples ressoar de ondas em nosso aparelho auditivo e ganha valor por nos fazer perceber que somos seres sensíveis. É, portanto, por meio daquilo que sentimos, que julgamos como boa ou ruim a música que ouvimos.
    A maior parte dos gêneros musicais que atraem essa nossa geração (falo nossa, por que tenho 19 anos) - hap, hip hop, punk-rock - surgiram como atitude libertária (não necessariamente engajada política ou socialmente). Talvez precisássemos disso: de uma ruptura com padrões impostos. Isso envolve os filhos de uma sociedade reprimida e os faz sentir bem, ou seja dá valor a esses gêneros.
    Levantar uma bandeira em prol do que individualmente se considera bom-gosto é, no mínimo arbitrário e vai contra a liberdade individual, mas privar alguém de, por qualquer condição pessoal ou social, ter contato com os mais diversos gêneros musicais também o é.
    Em suma, notícias que propagam a reaproximação dos jovens com a música erudita são sinais de bons tempos, não por que sinalizem a volta de um padrão estático tido como bom, mas porque apontam para um aprofundamento da liberdade de escolha - estamos cada vez mais livres para optar por aquilo que gostamos. Claro que é necessário que se viabilize o acesso a diversos gêneros musicais indistintamente, para que cada um deles mostre a que veio.
    Quanto à música clássica, poderia partir da estética de Platão e chegar à física quântica para mostrar seu valor, mas prefiro ficar com as lágrimas que já me causaram os prelúdios e as polonaises de Chopin, com os arrepios que Rachmaninoff, Stravinsky, Shostakovich e Poulenc fizeram-me percorrer inteiro e com o orgulho que me causaram Nepomuceno e Villa-Lobos por tão bem retratarem esse nosso Brasil brasileiro.

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  17. Nossa, só agora ví o quanto escrevi, desculpem-me por não ter sido mais sucinto.
    Aproveito para parabenizar-te, John, pelo excelente trabalho que tens feito aqui. Ganhaste um novo leitor e fã.

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  18. Hoje em dia, um jovem dizer que escuta ou é fã de música clássica é motivo de ser tachado de "estranho" ou "nerd", isso é realmente um impasse para que mais e mais jovens venham se interessar em cultura e arte, fazendo parecer que isso é coisa do passado.
    Realmente Lamentável!

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  19. Concordo em gênero, número e grau com o Patrick!

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  20. Deus me livre.
    Imagina se começa a tocar Beethoven ou Mozart na MTV.
    Seria o mesmo que plantar erva em terra de cego.

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  21. O gosto musical é uma questão cultural. Infelizmente os jovens são acostumados a escutarem as músicas impostas pela mídia e pela comunidade "hipnotizada" pela mídia. Músicas que degradam física e espiritualmente, tudo parte de um plano de seres das trevas. Ocorreu o mesmo em Atlândita. Existem várias pesquisas científicas e sábios provando que a música clássica é benéfica e a maioria dos ritmos populares é prejudicial.

    Se a sociedade toda escutasse música clássica hoje em vez destas músicas desarmoniosas haveria bem menos problemas no mundo.

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  22. Na minha turma da escola sou a única que gosta de música classíca .E aprendi a apreciar em casa ,onde desde cedo meus pais apresentaram-me as obras de Tchaikovsky,Debussy,Beethoven,Chopin e Mozart.

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  23. thiago usando alguma substância estranha? com essa estória de atlântida o pessoal não vai mesmo querer ouvir falar de música erudita hehehe

    hoje e no futuro a música erudita sempre terá um público restrito, até pq 90% do que de mais alta qualidade foi produzido data dos séculos XIX e anteriores

    as roupas, os ambientes, as referências a um tempo antigo e o comportamento sisudo não combinam com a eterna vontade adolescente de chocar, ser diferente - pq vcs acham que os jovens sempre criam outras gírias mesmo com uma abundância de expressões "jovens"? para se sentirem únicos, por isso há tantas tribos

    eu não me importo que poucos ouçam, na verdade até gosto de me sentir como parte de uma "tribo", se bem que já passei dos trinta hehehe

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